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Há quinze anos, o Sirius jogava a Division 1 sueca, escalão que apesar do nome é só o terceiro na hierarquia, atrás do Allsvenskan e do Superettan. O que faltava em qualidade à equipa, no entanto, sobrava em sentido de humor aos adeptos que acorriam à bancada do histórico Studenternas, em Uppsala. “Europaspel 2027! Då vill jag vara på studan!”, cantavam entre a ironia e o divertimento. “Provas europeias em 2027! Então é que quero estar no Studan!”. O cântico nascera no bandy e chegara ao futebol um pouco para gozar com a visão a longo prazo partilhada por Magnus Berglund, treinador daquela espécie de antecessor do hóquei no gelo na qual o clube era realmente forte, um pouco para gozar com a miséria que sempre fora o quotidiano da secção de futebol. Quando, em 2017, subiu à divisão principal do pontapé da bola pela terceira vez em mais de cem anos de história, o próprio clube partilhou o cântico no Twitter (e está aqui a prova do crime). Tê-lo-á feito em nome da necessidade de criar conteúdo, mas não só a equipa não voltou a ser despromovida como tudo indica que a previsão vai concretizar-se. O Sirius, assim chamado em referência à estrela mais brilhante da noite, lidera o Allsvenskan, com 13 vitórias e três empates nas 16 primeiras jornadas e, ainda que os 12 pontos de avanço que leva sobre o segundo possam ser atribuídos à eficácia extraordinária de gente como o já transferido Robbie Ure, tem sido mesmo a melhor equipa do campeonato. A ponto de já ser visto como provável sucessor do Mjällby AIF, surpreendente campeão sueco de 2025, que hoje defronta (começa agora, às 14h) em partida da 17ª jornada.



