Sofrimento e glória
A vitória sobre o Paris Saint Germain acabou com as dúvidas que acerca da continuação do Sporting na Champions e abriu a discussão do Top-8. Os Leões venceram com um sofrimento de que não há memória.

Palavras: 3351. Tempo de leitura: 19 minutos (áudio no Telegram).
O Sporting ganhou ontem ao Paris Saint-Germain, por 2-1, em jogo da sétima jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, passando assim a somar 13 pontos, que mais do que assegurar um lugar no play-off de acesso aos oitavos-de-final, abrem a possibilidade de entrar no Top-8, garantindo um mês de Fevereiro mais limpo em termos de calendário. Luis Suárez marcou os dois golos leoninos, aos 74’ e 90’, mas pelo meio os campeões europeus ainda empataram a uma bola, num tiro de Kvaratskhelia, aos 79’. O jogo, no entanto, foi marcado pela enorme superioridade do PSG, tanto em termos territoriais como de iniciativa, ainda que tudo o que isso tenha logrado tenha sido o enaltecimento da capacidade de sofrimento da equipa de Rui Borges – e, vamos lá, a debilidade parisiense na passagem do controlo à possibilidade de ferir. No final, sempre comandados por um Vitinha que, estrategicamente, o Sporting foi deixando pegar no jogo atrás, sem lhe opor resistência nem pressão (e o médio português somou 459 metros em progressão com bola nos pés, que são a segunda melhor marca desta edição da Champions), os franceses tiveram 72 por cento de posse de bola, 88 por cento da posse no último terço do campo, remataram 28 vezes, contra dez da equipa portuguesa, mas acabaram com um índice de Golos Esperados (xG) de apenas 1,25, face aos 0,82 do Sporting. O que isso destaca é que cada remate do Sporting teve, em média, 8,2 por cento de possibilidades de sucesso, ao passo que cada tentativa do PSG era feita em situações com apenas 4,4 por cento de hipóteses de dar golo. Dotado de jogadores com uma consciência posicional notável, o PSG fazia um pressing alto absolutamente abafador, recuperava a bola muito à frente (24 ações defensivas conseguidas no meio-campo contrário), circulava-a depois com qualidade, mas sofria quando se tratava de gerar situações de finalização. Não foi tanto questão de eficácia, como salientou no final Luís Enrique, treinador do PSG, como foi de criação. E a isso não são alheias a coesão defensiva e a capacidade de sofrimento da equipa do Sporting. “Estávamos conscientes de que não podíamos olhar para o PSG como equipa do nosso campeonato e, por isso, jogámos num bloco baixo”, assumiu no final Rui Borges, ao mesmo tempo que enaltecia a capacidade de sofrimento da sua equipa. “Souberam sofrer, como já tinham feito no jogo com o Bayern. A equipa mostrou coesão e paixão, que foi o que lhes pedi”, afirmou o técnico do Sporting. Do outro lado, Luís Enrique estava satisfeito com a equipa mas não com a derrota, como é natural. “Foi o nosso melhor jogo da época fora de casa. Estou orgulhoso dos meus jogadores, pois só houve uma equipa no relvado. Foi injusto, mas os jogos ganham-se com golos”, afirmou o asturiano.
Cinco perguntas
A vitória do Sporting foi injusta, como diz Luis Enrique? Pode dizer-se que sim, ainda que seja possível encontrar méritos na forma que os Leões encontraram para abordar o jogo a partir da admissão de inferioridade. Olhando para o domínio da bola e do campo, o PSG foi muito melhor do que o Sporting. Mas se olharmos antes para a objetividade na utilização da bola, já foi o Sporting melhor do que o PSG. Ainda assim, o mais normal num jogo em que uma equipa é tão avassaladora como foi ontem o PSG, é que ela acabe por ganhar.
O Sporting meteu o autocarro à frente da baliza de Rui Silva? Não. Os Leões assumiram que, sem bola, iam jogar em 5x4x1 razoavelmente baixo, mas tentaram sempre jogar e na maior parte das vezes desde trás. Se não o fizeram com mais frequência não foi porque não tenham querido fazê-lo. Foi porque não conseguiram. O Sporting acabou com o terceiro valor mais baixo desta Champions em termos de toques na bola: 414, só acima dos 406 do Olympiakos e dos 397 do FC Bruges, ambos contra o FC Barcelona. Em média, o PSG interrompeu cada posse do Sporting ao fim de 3,4 passes – e ao intervalo esse valor era ainda mais baixo (2,6).
O que mudou da primeira para a segunda parte? Por um lado, eventualmente, uma menor frescura do PSG nos momentos sem bola. Por outro, maior propensão dos jogadores leoninos para circularem ao primeiro ou segundo toque, em vez de transportarem a bola. O primeiro fator vem ainda realçar outro aspeto interessante, que é o facto de o PSG ter vindo a Lisboa só com cinco jogadores de campo no banco. Tanto dinheiro e, vai-se a ver, o plantel também é curtinho.
Quais são os efeitos do resultado nas contas? Para já, poucos. É de crer que os dez pontos do Sporting já chegariam para dar entrada no play-off, pelo que a maior preocupação da equipa portuguesa devia ser evitar uma goleada que lhe complicasse a moral e a diferença de golos em caso de um eventual desempate. Com 13, tanto Sporting (com cinco golos positivos) como PSG (com dez) estão matematicamente garantidos no play-off – e podem mesmo ficar hoje seguros do estatuto de cabeça-de-série na eventualidade de terem de o jogar. O que resulta do jogo de ontem é que tanto Sporting como PSG deverão ter de ganhar na última jornada se querem entrar diretos nos oitavos-de-final – e esse é um cenário bem mais provável para os franceses.
É habitual um campeão europeu em título perder em Portugal? Não, até porque não é assim tão usual o campeão europeu vir cá jogar. Antes do PSG, a última equipa a vir jogar a Portugal ostentando o título de campeã da Europa tinha sido o Real Madrid de 2016/17, que ganhara a Champions de 2015/16 e a 22 de Novembro de 2016 bateu o Sporting em Alvalade por 2-1 – decidiu um golo de Benzema aos 87’. Antes, ainda que o Benfica tenha perdido a final da Liga Europa de 2013 para um Chelsea que ainda era campeão da Champions (1-2) e o FC Porto tenha sido batido na Supertaça Europeia de 2011 pelo FC Barcelona (0-2), esses foram jogos no estrangeiro. O último campeão europeu a visitar Portugal tinha sido o Manchester United, que em Abril de 2009 ganhou ao FC Porto no Dragão por 1-0 – golo de Ronaldo. Na temporada anterior, o Benfica esteve perto, ao empatar na Luz com o Milan (1-1, golos de Maxi Pereira e Pirlo) em Novembro de 2007. De modo que o último campeão europeu a baquear, seja em Portugal ou contra uma equipa portuguesa, tinha sido o Liverpool FC, que em Fevereiro e Março de 2006 foi duas vezes derrotado pelo Benfica: 1-0 na Luz (marcou Luisão) e 2-0 em Anfield (golos de Simão e Miccoli). Vai para 20 anos.
Conversa de elevador
José Mourinho procurou estimular o sentido de responsabilidade dos jogadores do Benfica, que hoje jogam a sobrevivência na Champions, em Turim, contra a Juventus (20h, Sport TV5). “Sabem o que é ser jogador de equipa grande e que, com mais ou menos qualidade, com mais ou menos experiência, quem veste a camisola do Benfica tem de dar a cara”, disse o treinador das Águias. O Benfica tem seis pontos, se ganhar soma nove e já fica com boas perspetivas de se apurar, mas a certeza só deve chegar com dez, o que exige um empate e uma vitória nos dois últimos jogos. A Juventus tem nove pontos e dificilmente atingirá o Top-8 (no máximo fará 15...), mas ainda precisa de carimbar o apuramento, com pelo menos um ponto nos dois últimos jogos (e fecham no Mónaco). Na última partida os Encarnados recebem na Luz o Real Madrid, a quem um empate deverá então bastar para ir diretamente para os oitavos-de-final.
Ao mesmo tempo, Mourinho voltou a sacrificar um pouco a equipa que tem para exagerar as dificuldades que enfrenta neste trabalho. “Quando virei a cabeça para trás no avião, pensei que era treinador da equipa B”, disse o treinador, em função de ter levado os guarda-redes Diogo Ferreira e Voitinovicius, os laterais Banjaqui e José Neto, os centrais Gonçalo Oliveira e Rui Silva, o médio Diogo Prioste e o ala Rodrigo Rêgo para compor uma convocatória em que está ainda o guarda-redes Leonardo Lopes, dos sub23.
Arne Slot também recorreu à ironia para comentar o momento difícil por que passa à frente do Liverpool FC, onde só ganhou um dos últimos cinco jogos. “O Xabi [Alonso] ligou-me a perguntar pela equipa, porque vai assumir o cargo daqui a seis meses”, disse o neerlandês, na antevisão do jogo que terá hoje (20h, DAZN 1) em Marselha.
Vinicius Júnior (um golo e duas assistências) foi nomeado Homem do Jogo no Real Madrid-AS Mónaco de ontem (6-1) e deu o primeiro passo no sentido da normalização das suas relações com o público do Santiago Bernabéu. “Os últimos dias foram muito complicados para mim. Foram-no para todos nós, mas sobretudo para mim, por causa dos assobios e de tudo o que se diz a meu respeito [a vontade de deixar o clube]”, disse o jogador, que não celebrou o golo que marcou com o público – dirigiu-se logo para o centro do campo. “Quero dar tudo por esta camisola e por um clube que me deu tanto”, somou.
Adrian Barisic é o mais recente reforço do SC Braga. O defesa-central internacional bósnio, que nasceu na Alemanha, tem 24 anos e chega por empréstimo dos suíços do FC Basileia, onde fez 19 jogos na primeira metade da época. O empréstimo tem opção de compra obrigatória prevista para o final da temporada, a custar aos bracarenses 3,5 milhões de euros. Barisic assinará então até 2030 e ficará defendido com uma cláusula de rescisão de 40 milhões de euros. E em Braga está já, ainda que o negócio não tenha para já sido oficializado, o médio turco Demir Tiknaz, de 21 anos. Tiknaz jogou na temporada passada pelo Rio Ave, emprestado pelo Besiktas, onde esteve a competir na primeira metade desta época.
Ainda mercado. Tom Moustier, médio francês de 23 anos, já é jogador do Estrela da Amadora, onde vem ocupar a vaga deixada pela saída de N’Gom para o Lecce. Moustier chega do Rot-Weiss Essen, da 3. Bundesliga alemã, onde fez 18 jogos e três golos na primeira metade desta época, e assinou até Junho de 2028. De saída da Reboleira, ainda que não oficialmente (por enquanto) estão o defesa-central búlgaro Atanas Chernev (emprestado ao FC Kaiserslautern) e o avançado português Kikas (transferido para o Eupen).
Morreu Lucien Muller, antigo futebolista internacional francês que representou o Real Madrid (de 1962 a 1965) e o FC Barcelona (de 1965 a 1968), tendo depois treinado o Barça, no final da década de 70. Muller, a quem chamavam o Pequeno Kopa, tinha 91 anos e pode conhecer melhor a sua história neste obituário assinado por Jean-Philippe Cointot no L’Équipe.
Dentro do campo
A derrota do Paris Saint Germain em Alvalade não foi o único resultado-choque da jornada de ontem da Liga dos Campeões, pois também o Manchester City baqueou em Bodø, contra o Glimt, por 3-1, mantendo os noruegueses vivos na corrida aos playoff. Høgh, por duas vezes, e depois Hauge, colocaram a equipa do círculo polar ártico a ganhar por 3-0 aos 58’, Cherki ainda reduziu, mas depois a expulsão de Rodri veio condicionar a reação dos homens de Pep Guardiola, que ainda precisam de ganhar a última partida para pensarem em chegar aos 16 pontos e a uma vaga direta nos oitavos-de-final. Quem já está seguro nos oitavos é o Arsenal, que manteve o pleno de vitórias, ganhando por 3-1 ao Inter em Milão. Gabriel Jesus bisou e Gyökeres, desta vez saído do banco, adicionou o terceiro a uma vitória apenas ensombrada por um golo de Sucic. Imponente foi a resposta do Real Madrid, que goleou o AS Mónaco no Bernabéu por 6-1. Mbappé, ex-craque dos monegascos, bisou logo a abrir e estabeleceu o tom geral, depois confirmado com golos de Mastantuono, Kherer (este na própria baliza), Vini Júnior e Bellingham. Pelo AS Mónaco marcou Teze – e ainda que tenha nove pontos e possa chegar aos 12 na última jornada, em casa contra a Juventus, a equipa de Pocognoli foi muito penalizada na diferença de golos, pelo que nessa altura pode não lhe bastar o empate. Ao Real Madrid, que é segundo, com 15, é que talvez chegue o empate na Luz no último dia para ficar nos oito primeiros, o que acentua a necessidade de o Benfica vencer hoje. Nos outros jogos de ontem, o Tottenham entrou na corrida pelo Top8, dela afastando o Borussia Dortmund, ao bater os alemães em Londres por 2-0. Marcaram Romero e Solanke e o Borussia ficou com dez logo na primeira meia-hora, por expulsão de Svensson. O Olympiakos agarrou-se à vida ganhando por 2-0 ao Leverkusen, graças a golos de Costinha e Taremi, e o mesmo fez o FC Bruges, que foi ao Cazaquistão bater o Kairat por 4-1. Stankovic, Vanaken, Vermant e Mechele fizeram os golos belgas, Sadyubekov reduziu no final. Impactante, porque deixou ambos com oito pontos e a precisarem de ganhar no último dia, foi o empate entre FC Copenhaga e SSC Nápoles. Mesmo a ganhar, com golo de McTominay, e a jogar contra dez, por expulsão de Delaney, a equipa de Conte cedeu o empate, devido a um golo de Jordan Larsson. Por fim, no único jogo que já não devia contar para nada, o Villarreal CF perdeu em casa com o Ajax, que ainda sonha com um milagre do apuramento com nove pontos. Já tem seis, após ganhar de virada em Espanha. Gloukh e Edvardsen marcaram para os neerlandeses, Oluwaseyi tinha aberto o placar para os espanhóis.
Hoje
Completa-se a sétima ronda da fase de liga da Champions, com atenção portuguesa centrada nesse Juventus-Benfica (20h, Sport TV5) em que os Encarnados procuram desbravar caminho até aos playoff. A jornada começa mais cedo, às 17h45, com o Galatasaray-Atlético Madrid (na DAZN 1) e o Qarabag FK-Eintracht Frankfurt (na DAZN 2). Depois, às 20h, além do Benfica, os jogos mais interessantes parecem ser o Olympique Marselha-Liverpool FC (que passa na DAZN 1) e o Newcastle United-PSV Eindhoven (este só na app DAZN). É que, mais do que no aspeto competitivo, a escolha dos programadores baseia-se na qualidade de uma das equipas. Assim, a DAZN 2 dá-nos o Slavia Praga-FC Barcelona, a DAZN 3 mostra o Bayern Munique-Union Saint Gilloise e a DAZN 4 tem o Chelsea-Pafos FC. O que quer dizer que também o Atalanta-Athletic Bilbau, a envolver o adversário do Sporting no último dia, estará apenas na app. De resto, se a emoção da Champions não for para si, então saiba que também tem alternativas. Há um AZ Alkmaar-Excelsior, um dos jogos em atraso na Eredivisie neerlandesa, às 17h45, e tem a Liga Saudita. Hoje joga o Al Nassr de Jesus, Ronaldo e Félix, em visita ao mais modesto Damac de Armando Evangelista. É às 17h30 e passa na Sport TV2.
Despercebido, mas vale a pena pensar nisso
Começa a ganhar tração na imprensa inglesa a ideia de um boicote ao Mundial por parte das nações europeias, se os Estados Unidos avançarem mesmo com a anexação da Gronelândia. O The Guardian, em artigo de Nick Ames (link aqui), fala mesmo de uma reunião “informal” em Budapeste, segunda-feira, por ocasião da celebração dos 150 anos da Federação Húngara, na qual teria sido debatida a possibilidade de uma resposta concertada a dar seguimento aos pedidos de boicote feitos por políticos alemães e a uma petição que corre nos Países Baixos e que já tem cerca de 90 mil assinaturas. A FIFA, tão próxima de Trump que lhe adoçou a boca com o ridículo Prémio da Paz, por ocasião do sorteio da fase final do Mundial, terá por certo que se esforçar no estabelecimento de pontes daqui até ao Verão.
Eu nem gosto de futebol
Ontem foi um dia histórico para o andebol português. Contrariando as indicações deixadas no empate com a Macedónia, Portugal ganhou à Dinamarca, atual tetracampeã do Mundo, em Herning, por 31-29, acabando a primeira fase do Campeonato da Europa na liderança do Grupo B. Ao contrário de Portugal, os dinamarqueses já estavam apurados, mas a não ser que ganhassem por 18 golos de diferença e nos eliminassem, o resultado contava para eles, pois é transposto para a Main Round. Nesta segunda fase, que começa amanhã, dessa forma, os portugueses já lideram o Grupo 1, a par de França e Alemanha. No mesmo grupo estão ainda a Dinamarca, a Espanha e a Noruega, sendo que os dois primeiros se apuram para as meias-finais. Hoje, é dia de fecho da fase preliminar, com o encerramento do Grupo E, ainda que já estejam certas as equipas que vão seguir para a Main Round: além de Eslovénia, Suíça, Islândia e Hungria, já se apuraram Suécia e Croácia, que se defrontam às 19h30 (na RTP2 e na RTP Play) para ver quem vai com pontos na bagagem.
E hoje começa o Campeonato da Europa de futsal, com a realização do Croácia-França (15h, na Sport TV1) e do Letónia-Geórgia (18h, Sport TV4), ambos do Grupo A. Portugal ficou no Grupo D, com Itália, Hungria e Polónia, e só se estreia no sábado.
Hoje também há basquetebol europeu para uma equipa portuguesa. Já com poucas chances de se apurar para os quartos-de-final, no Grupo M da segunda fase da Europe Cup, o Sporting recebe no João Rocha os bascos do Surne Bilbau, em partida da quarta jornada, primeira da segunda volta. O jogo começa às 19h30 e passa na Sporting TV.
No voleibol, há Sporting na Liga dos Campeões e Benfica na Taça Challenge. Os Leões jogam na Polónia com o Rzeszow, às 17h, em partida da terceira jornada do Grupo D, que também passa em direto na Sporting TV. E as Águias recebem às 19h na Luz os turcos do Altekma, em jogo da primeira mão dos oitavos-de-final que será transmitido pela BTV.
Nuno Borges seguiu para a terceira eliminatória do Open da Austrália, o primeiro Grand Slam da temporada de ténis. O português, que é o 46º do ranking mundial, eliminou o australiano Jordan Thompson (111º) em quatro sets, mesmo depois de ter perdido o primeiro. Os parciais de 6-7, 6-3, 6-2 e 6-4 mostram que não vacilou. Nos 16-avos-de-final, Borges vai defrontar o norte-americano Learner Tien, que é 29º do ranking ATP. O jogo está marcado para a noite de quinta para sexta-feira, ainda sem horário definido. Já Jaime Faria, que é o 151º jogador do Mundo, caiu na noite passada face ao russo Andrey Rublev, 15º do ranking. Ainda ganhou um set, o terceiro, mas cedeu em 2h52m por 6-4, 6-3, 4-6 e 7-5. De resto, a jornada desta noite teve uma surpresa, nas mulheres, que foi a eliminação da britânica Emma Raducanu (29ª) pela austríaca Anastasia Potapova (55ª), assim frustrando o esperado encontro com a melhor jogadora do Mundo, a russa Aryna Sabalenka, já na terceira ronda. Hoje, como sempre, joga-se a partir da meia-noite e pode acompanhar a jornada nos dois canais do Eurosport.
Do Discord
“Caraças, são 1h24 da madrugada e lembrei-me que o Rui Borges ganhou ao campeão europeu com o Matheus Reis e o Mangas a titulares”.
Bruno Sousa, na sala #Sporting
Para ler
Un braqueur au grand coeur, análise de Cédric Chapuis à exibição de Luis Suárez no jogo em que bisou pelo Sporting contra o Paris Saint Germain. Está no L’Équipe, ainda que só no site.
David Luiz: ‘Abramovich told me I was crazy and that he loved me’, entrevista de Jason Burt a David Luiz, no The Telegraph, no dia em que o antigo defesa central (também) do Benfica regressa a Stamford Bridge, para defrontar o Chelsea, com a camisola do Pafos FC.




Claro que foi uma vitória com enorme estrelinha, porque em 10 jogos entre as duas equipas, o PSG ganha 9,5. Sem Huljmand, Diomandé e Ioannidis (jogadores com bom índice atlético) e Pote, a equipa fica mais fraca, até porque, numa linha geral, os jogadores do Sporting individualmente não estiveram bem, particularmente Mangas; e mesmo Trincão está anos-luz do que se espera dele. Mas foram três preciosos pontos, e isso é que importa.