Recordistas de eficácia
O Sporting e o Benfica nem precisaram de criar muito para saírem claramente por cima dos seus jogos da 14ª jornada da Liga. Os Leões ganharam por 6-0 ao AFS e as Águias bateram por 4-0 o Moreirense.
Palavras: 3768. Tempo de leitura: 21 minutos (áudio no Telegram).
Há muitas formas de mostrar superioridade. Um primeiro olhar aos jogos dos candidatos ao título nesta 14ª jornada da Liga Portuguesa permitir-nos-ia falar de resultados avassaladores: o Sporting ganhou por 6-0 ao AFS, que até era (e continua a ser) último classificado destacado, e o Benfica impôs-se por 4-0 no terreno do Moreirense, que tem feito uma prova interessante. Ao todo, duas vitórias e 10-0 – sendo que ainda falta o FC Porto, que hoje recebe o Estrela da Amadora (20h45, Sport TV1) com a ideia no acentuar desta assimetria cada vez mais evidente. FC Porto (dois) e Sporting (sete) não perderam pontos a não ser com equipas do Top-4 (aqui incluído o SC Braga). E, sendo verdade que o Benfica já deixou seis pelo caminho contra rivais de outro campeonato (dois com Santa Clara, Rio Ave e Casa Pia), a somar a quatro que perdeu com os outros grandes, a facilidade com que Leões e Águias despacharam esta jornada deixa pensar que o campeonato está cada vez mais desigual. Mas na verdade as goleadas foram em primeiro lugar símbolo de eficácia extrema, muito mais do que de uma superioridade criada em campo. No sábado, os 6-0 do Sporting ao AFS foram igualitariamente distribuídos por três jogadores e pelas duas partes da partida: Suárez fez o 1-0 aos 32’, Maxi Araújo o 2-0 aos 35’, Catamo o 3-0 aos 37’ e, depois, na segunda parte, só mudou a ordem, pois o 4-0 chegou por Maxi, aos 47’, o 5-0 por Suárez aos 53’ e o 6-0 por Catamo aos 90+3’. Simples, fácil e, acima de tudo, eficaz. O Sporting fez seis golos em 2,91 Golos Esperados (xG), com ganho de 3,09 face ao que criou, que era novo recorde da Liga. Mais ainda: chegou aos 3-0 que mataram o jogo em cinco minutos, ao fim de oito remates que, todos juntos, representavam um xG de 0,70. Ontem, em desafio que, por ser o jogo da semana no meu Substack, terá mais logo direito a crónica analítica, foi o Benfica que se impôs por 4-0 ao Moreirense, superando o recorde de eficácia do adversário da Segunda Circular. Pavlidis abriu as hostilidades com um hat-trick, aos 36’, 57’ e 70’, tendo Aursnes feito o 4-0 aos 76’. Tudo somado, o Benfica superou o recorde de eficácia que o Sporting melhorara na véspera, com quatro golos em 0,86 Golos Esperados (xG), o que representa um ganho de 3,14 face ao que criou. Tal como a equipa de Rui Borges, a de José Mourinho foi implacável no aproveitamento, chegando aos 3-0 que mataram o jogo com um índice de Golos Esperados de 0,52 em seis remates feitos até então. O Sporting e o Benfica foram, nesta jornada, equipas de golo muito fácil, dessa forma passando mais uma semana a pressionar o FC Porto, mas nem o facto de não terem produzido assim tanto além dos golos chegou para deixar os treinadores preocupados. Rui Borges, que perdeu após o jogo Catamo e Diomande para a Taça de África das Nações, foi contundente acerca das baixas. “Eu gostava de poder contar com todos, mas nem sempre isso acontece. Vou ganhar com aqueles que tenho”, disse. “A equipa está a crescer, os jogadores sentem-se confortáveis. Escondemos as nossas limitações com outras qualidades”, considerou por sua vez Mourinho, explicando que desde que perdeu Lukebakio, por lesão, “a equipa teve de mudar o chip”.
Conversa de elevador
Roberto Martínez deu uma entrevista ao Canal 11, na qual repetiu que precisa de mais um ponta-de-lança na lista de convocados para o Mundial, além de Ronaldo e Gonçalo Ramos, e que se fizesse a lista agora “Paulinho era uma opção dentro dos 26”. Já escrevi sobre a lista final de Martínez, aqui, e voltarei em breve ao tema, para explicar quais são as “20 posições” que o selecionador identificou na sua equipa. O espanhol voltou ainda a falar de Portugal como candidato mas não favorito à conquista do Mundial. “As favoritas são Alemanha, França, Espanha, Argentina e Brasil”, as seleções que ganharam o Mundial nos últimos 40 anos – a outra é a Itália, mas ainda não está sequer apurada.
Mo Salah voltou a jogar pelo Liverpool FC. O jogador manteve no final da semana passada conversações com o treinador, Arne Slot, e foi convocado para o jogo com o Brighton. Ficou no banco, entrou aos 26’ para o lugar do lesionado Joe Gomez, ainda fez uma assistência para o bis de Ekitiké, na vitória dos Reds por 2-0, e no final despediu-se de Anfield Road com uma volta olímpica. Vai agora representar a seleção do Egito na CAN e a questão que se coloca é: voltará? “Eu quero-o de volta. É jogador do Liverpool e quando voltar a estar disponível quero voltar a utilizá-lo”, disse Slot após a partida.
Depois de Gonçalo Inácio, o Sporting anunciou mais duas renovações, as de Diego Callai, guarda-redes de 21 anos que alterna entre o banco da equipa principal e a titularidade nos B, e Salvador Blopa, lateral e ala de 18 anos que foi recentemente promovido dos B para o banco da primeira equipa. Ambos assinaram até 2030.
Amine El Ouazzani, avançado do SC Braga, fraturou em Nice o quinto metatarso do pé direito, terá de ser operado e enfrenta uma ausência dos relvados que nunca será inferior a dois meses. Quem se lesionou também foi Vasco Sousa, do Moreirense, que ontem, no jogo com o Benfica, voltou a fraturar o perónio da perna direita – já tinha feito exatamente a mesma lesão em Fevereiro, ainda no FC Porto, tendo na altura ficado fora de competição por quatro meses.
Patrick Dippel, alemão de 45 anos, é o novo diretor de scouting do Benfica. Dippel estava livre no mercado desde o Verão, quando deixou o FC Basileia, depois de já ter trabalhado como analista nas seleções jovens alemãs, no Bayern Munique, no Sturm Graz, no Uerdingen e no Hamburger.
Luís Castro é o novo treinador do Grêmio de Porto Alegre, regressando assim ao Brasil, de onde saíra em Junho de 2023, abandonando o Botafogo para ir treinar o Al Nassr, na Arábia Saudita. Castro, de 64 anos, trabalhou ainda no Al Wasl, dos Emiratos Árabes Unidos, mas saiu no mês passado.
Quem saiu agora de um clube dos Emiratos foi José Morais, treinador de 60 anos que deixa o Al Wahda em segundo lugar do campeonato local e já apurado para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões asiática. A saída foi justificada com “razões pessoais”, mas a imprensa local diz que Morais vai pegar em breve no Al Sharjah, que é 11º na Liga e ainda luta pela qualificação na Champions.
E já se conhecem os adversários das duas equipas portuguesas nos 16-avos-de-final da UEFA Youth League. O Sporting visita os húngaros da Puskás Akademia e o Benfica recebe o Slavia de Praga, da República Checa. A eliminatória, que decorrerá a um jogo apenas, jogar-se-á a 3 ou 4 de Fevereiro.
Dentro do campo
Voltou a mudar o líder da Serie A: é agora o Inter Milão, que ganhou por 2-1 em Génova e se aproveitou do empate caseiro do Milan com a US Sassuolo (2-2) e da derrota do SSC Nápoles em Udine (1-0). Os Rossoneri foram os primeiros a vacilar: ontem, logo de manhã, viram-se a perder, com um golo de Kone, ainda deram a volta, graças a um bis de Bartesaghi, mas cederam o 2-2 a um quarto-de-hora do fim, através de Lauriente. Seguiu-se o jogo do outro líder, que era o SSC Nápoles e que, após a derrota na Luz, voltou a perder, agora com a Udinese. Depois de ver dois golos anulados, a Davis e Zaniolo, a equipa da casa marcou mesmo a valer, num remate de fora de Ekelenkamp. Aproveitou o Inter, que ao fim da tarde bateu por 2-1 o Genoa: Yan Bisseck e Lautaro Martínez puseram o jogo em segurança, antes de Vitinha reduzir para o onze Rossoblù, dando alguma emoção aos últimos 20 minutos. O Inter tem agora um ponto a mais que o Milan e dois de avanço do SSC Nápoles. A AS Roma, que hoje recebe o Como, pode pôr-se a três. E a Juventus, que ganhou fora ao Bologna (1-0), com um golo de Cabal, adiantou-se na quinta posição, a sete pontos do topo.
Em Inglaterra está tudo na mesma no Top3, mas podia bem não estar, que o Arsenal esteve a uma unha negra de perder pontos em casa com o condenado Wolverhampton. Os Wolves, que chegavam a Londres com apenas dois empates em 15 jogos, só se viram a perder aos 70’, num autogolo do guarda-redes Johnstone, que teve o azar de ver um canto de Saka bater no poste e depois nas suas costas antes de entrar. Arokodare empatou aos 90’, mas um segundo autogolo, agora de Mosquera, aos 90+4’, outra vez em cruzamento de Saka, acabou por dar a vitória aos Gunners, que assim mantiveram dois pontos de avanço para o Manchester City. Vale a pena ler a decomposição dos últimos sete minutos deste jogo, escrita por Stuart James no The Athletic (link aqui). Os Citizens ganharam tranquilamente, por 3-0, em Londres, ao Crystal Palace, afastando a equipa de Glasner do quarto lugar. Marcaram Haaland (duas vezes) e Foden. O quarto é outra vez o Chelsea, que bateu por 2-0 o Everton (golos de Palmer e Malo Gusto), mas já está a oito pontos do topo. E à sua frente tem o Aston Villa, apenas a três pontos do Arsenal depois da vitória no terreno do West Ham, por 3-2 – a equipa de Emery esteve duas vezes a perder, a primeira das quais na sequência de um golo de Mateus Fernandes logo no primeiro minuto do jogo, mas deu a volta com um bis de Rogers na segunda parte. Nota ainda para a forma como se resolveu o dérbi do Nordeste: o Sunderland venceu o Newcastle United por 1-0 graças a um vistoso cabeceamento de Woltemade... na própria baliza.
Em Espanha os primeiros ganharam todos. Os que jogaram, que o Villarreal CF viu adiada – e não se sabe para quando... – a sua partida no terreno do Levante, devido ao alerta vermelho por fortes chuvas na região. O Atlético Madrid ganhou em casa ao Valência CF, por 2-1, graças a um golo de Griezmann, a desfazer um empate que resultara de tentos de Koke e Beltrán. O FC Barcelona segurou depois a folga na liderança com um 2-0 ao Osasuna (bis de Raphinha nos últimos 20 minutos), mas os olhares estavam todos em Vitoria, onde o Real Madrid ia defrontar o Alavés, com dúvidas acerca da continuidade de Xabi Alonso. Mbappé pôs os Merengues na frente, Vicente ainda empatou para os bascos, mas Rodrygo fez, a um quarto-de-hora do fim, o 1-2 que segura o treinador e mantém o Real a quatro pontos do Barça.
Surpreendente foi o empate do Bayern Munique na Alemanha, apenas o segundo jogo desta edição da Bundesliga em que os campeões perderam pontos. Foi em casa, contra o último da tabela, o FsV Mainz, a duas bolas. E podia ter sido pior, que Kane só marcou o 2-2 aos 87’. Antes, Karl tinha colocado o Bayern na frente, mas Potulski e Lee Jae-Sung viraram. Ainda assim, o Bayern aumentou para nove pontos a vantagem na frente da competição, porque o RB Leipzig perdeu por 3-1 em Berlim com o Union: Gomis ainda empatou, depois de um golo inaugural de Burke, mas Ansah e Skarke deram a vitória à equipa da casa. O resultado permitiu ao Borussia Dortmund igualar o RB Leipzig na segunda posição, mesmo também não tendo ganho: empatou a um golo em Freiburg, depois de se ter adiantado, por Bensebaini. A expulsão de Jobe Bellingham abriu caminho ao empate da equipa da casa, marcado por Holer.
Ao contrário do que sucedeu na Alemanha, em França os primeiros ganharam, o que permitiu ao RC Lens manter a liderança, com um ponto de avanço do Paris Saint Germain e cinco do Olympique Marselha e do Lille OSC. Um bis de Edouard valeu ao RC Lens uma vitória por 2-0 sobre o OGC Nice, que assim somou a nona derrota seguida. Antes, o PSG já tinha sofrido para bater o FC Metz: Gonçalo Ramos e Ndjantou puseram os campeões na frente com aparente tranquilidade, Deminguet reduziu, Douet ainda fez o 1-3 mas Tsitaishvili marcou a 10’ do fim o 2-3 que deixou tudo em suspenso até final. Ontem, o OM venceu o AS Mónaco por 1-0 (golo de Greenwood a oito minutos do fim) e o Lille OSC impôs-se por 4-3 em Auxerre num jogo louco, com sete golos, quatro expulsões e alternância permanente no marcador.
Foi igualmente louco o jogo que valeu ao PSV Eindhoven aumentar para nove pontos a sua vantagem no topo da Eredivisie neerlandesa, tornando cada vez mais provável o cenário de um tricampeonato. O PSV ganhou por 4-3, com golos de Pepi, Saibari, Veerman e Til, este aos 81’, a garantir os três pontos. Ontem, o Feyenoord foi batido pelo Ajax, por 2-0, graças a tentos de Klaassen e Mokio.
Na Bélgica, o FC Bruges reduziu para três pontos a desvantagem face ao líder, a Union Saint Gilloise. É que os campeões empataram a uma bola no terreno do Charleroi – e podiam até ter perdido, que o VAR anulou um golo à equipa da casa nas compensações – e o desafiante goleou por 5-1 o Dender (Vermant e Tzolis bisaram).
Também menor é a vantagem do Olympiakos no topo da Liga grega. É que a equipa do Pireu empatou a zero em Salónica, com o Aris, e o AEK Atenas venceu por 5-0 (com um golo de João Mário) no terreno do Panetolikos e colocou-se a apenas um ponto. O PAOK não aproveitou: perdeu por 2-0 com o Atromitos e ficou a três pontos, em terceiro lugar.
Na Turquia, o Galatasaray ganhou por 4-1 no terreno do Antalyaspor e beneficiou do empate (3-3) do Trabzonspor em casa com o Besiktas para alargar a vantagem no topo para quatro pontos. O Fenerbahçe pode ainda colocar-se a três, se hoje vencer o Konyaspor.
E o Celtic Glasgow voltou a perder. A terceira derrota seguida desde a entrada do treinador Wilfred Nancy foi na final da Taça da Liga, ganha pelo St. Mirren, por 3-1. Um bis de Ayunga, na segunda parte, foi decisivo. No campeonato, o Hearts ganhou por 2-0 no terreno do Falkirk (Cláudio Braga marcou o primeiro) e colocou-se seis pontos à frente, ainda que com mais dois jogos.
O Flamengo apurou-se para a final da Taça Intercontinental, no Qatar, onde na quarta-feira defronta o Paris Saint Germain. Na meia-final única desta singular competição – que coloca os campeões europeus diretos na final –, o vencedor da Libertadores derrotou o Pyramids, do Egito, por 2-0, com golos de Leo Pereira e Danilo.
Paulinho foi campeão do Apertura mexicano e ainda por cima marcou o golo que levou a final para penaltis – aí o português já não estava, que foi substituído à entrada do prolongamento. O Toluca bateu o Tigres UANL por 2-1, em jogo da segunda mão da final, impondo-se depois por 9-8 num desempate por penaltis em que as duas equipas falharam cinco das seis últimas cobranças – decidiu Alexis Veja ao 24º penalti. Gorriaran tinha posto os Tigres em vantagem (de 1-0 no jogo, de 2-0 no conjunto da final), mas Helinho, num golaço a fechar a primeira parte, e Paulinho, em desvio subtil a cruzamento de Helinho, a abrir a segunda, levaram tudo para os penaltis em que o Toluca venceu o terceiro torneio consecutivo – já tinha ganho o Apertura e o Clausura de 2024/25.
Na Argentina acabou o Clausura e o vencedor foi o Estudiantes, que bateu na final o Racing Avellaneda, por penaltis. Os 120 minutos chegaram ao fim com um empate a uma bola, com golos de Adrian Martínez para o Racing e de Guido Carrillo para o Estudiantes. No desempate impôs-se o Estudiantes por 5-4.
Corinthians e Vasco da Gama estão na final da Copa do Brasil, depois de terem eliminado o Cruzeiro e o Fluminense, em ambos os casos nos penaltis. O Cruzeiro foi a São Paulo ganhar por 2-1, recuperando da derrota caseira da primeira mão das meias-finais: Arroyo bisou para a equipa de Leonardo Jardim, mas Matheus Bidu assegurou a necessidade de um desempate com um golo no segundo tempo. Nos penaltis, Yuri Alberto, do Corinthians, até foi o primeiro a falhar, mas depois Gabigol perdeu aquele que podia ter dado a vitória aos mineiros. Hugo Souza, o guarda-redes que chegou a passar pelo GD Chaves, defendeu esse e ainda outro, de Walace, a seguir, levando o Timão para a final. No jogo da madrugada, um autogolo de Paulo Henrique deu a vitória ao Vasco da Gama sobre o Fluminense, por 1-0, anulando o 2-1 que o Tricolor trazia da primeira mão. Nos penaltis, já sem Nuno Moreira, que foi substituído nos 15’ finais, os Cruz-Maltinos venceram por 4-3, com duas defesas do guarda-redes Leo Jardim, ex-Rio Ave e Boavista.
E por fim, nas senhoras, em Portugal, o Sporting caiu da Taça de Portugal, ao perder por 1-0 com o SC Braga, em jogo dos oitavos-de-final. As Minhotas seguem assim para a fase seguinte da competição, bem como o Vitória SC, o Rio Ave, o FC Porto, o Torreense, o FC Famalicão e o Benfica. Ficou adiado o Marítimo-Valadares Gaia.
Hoje
Joga o FC Porto, na defesa da vantagem que já conseguiu na Liga Portuguesa. O líder recebe o Estrela da Amadora, às 20h45 (na Sport TV1), naquele que será o terceiro jogo da 14ª ronda da prova que passou para o dia de hoje. Antes, há Nacional-CD Tondela (17h30, Sport TV1), que foi adiado devido às dificuldades para se aterrar na Madeira, e SC Braga-Santa Clara (18h45, Sport TV2). Mas o dia vai ser cheio de compromissos também no estrangeiro. Quem volta a jogar à segunda-feira é o Manchester United, que recebe o Bournemouth pelas 20h (dá na DAZN 1). É a mesma hora a que começa o Rayo Vallecano-Betis (na DAZN 2), sendo que apenas 15 minutos antes terá tido início o AS Roma-Como (na Sport TV3). E falta perceber como é que a Sport TV resolve a questão do congestionamento provocado pelo adiamento do Nacional-CD Tondela. É que para a Sport TV1, às 17h, ainda tem previsto na programação o Fenerbahçe-Konyaspor e de repente o jogo vai ter de encontrar outro canal.
Despercebido, mas vale a pena pensar nisso
A Tether, uma das criptomoedas mais pesadas no mercado, presente em blockchains como a bitcoin, por exemplo, fez uma oferta para passar a controlar a Juventus: pagava 2,66 euros por ação para comprar os 65,4 por cento que pertencem à Exor, a holding da família Agnelli. A oferta, de 725 milhões de euros, era válida até ao próximo dia 22, mas foi rejeitada por John Elkann, o líder da Exor, não só porque a avaliação fica uns 300 mil euros aquém daquilo que se crê que o clube valha neste momento, apesar de cinco exercícios anuais consecutivos em perda, como porque não há interesse dos Agnelli em desfazer-se dele. “A Juventus é um clube histórico e de sucesso, do qual a Exor e a família Agnelli são acionistas estáveis e orgulhosos há mais de um século”, escreveu Elkann em comunicado. Tendo entrado pela primeira vez no capital do clube, como pequeno acionista, em Fevereiro deste ano, a Tether anunciou em Abril que já controlava 10 por cento das ações. No mês passado teve, por isso, direito a meter um nome no Conselho de Administração. Crê-se que já tenha 11,5 por cento, sendo o segundo maior acionista, à frente do fundo Lindsell Train. Em função das notícias, e mesmo após a nega de Elkann, a Juventus abriu hoje a crescer mais de 12 por cento em bolsa. Há mais para ler sobre o tema aqui, na Gazzetta dello Sport. E para conhecer todo o tecido societário da Serie A italiana tem aqui a edição de 2025 dos Donos da Bola referente a Itália.
Eu nem gosto de futebol
O Benfica, líder do campeonato, só com vitórias, foi surpreendentemente eliminado da Taça de Portugal de basquetebol, ao perder na Luz com o SC Braga por 81-82. Além dos minhotos, já estão nos quartos-de-final o Galitos, a Ovarense, o Sporting, a Oliveirense, o Queluz e o Esgueira, faltando apurar o vencedor do CAB Madeira-FC Porto, adiado devido às dificuldades para aterrar no Funchal.
A Noruega foi campeã mundial feminina de andebol, batendo na final a Alemanha, por 23-20. No jogo pelo terceiro lugar, a França derrotou as anfitriãs dos Países Baixos, por 33-31, após prolongamento.
Do Discord
“Sinais bastante animadores do Benfica, embora o Moreirense tenha escolhido fazer o seu jogo normal. Não foram com o autocarro, como outras equipas irão fazer”.
Ricardo Pinho, na sala #Benfica
Para ler
Xabi Alonso, acusado de hacer lo que le pidieron, artigo semanal de Jorge Valdano, no El País, acerca da crise do Real Madrid, ainda antes da vitória sobre o Alavés, concluindo que o técnico padece de uma velha lei do amor: “o que te enamora de alguém é precisamente o que te separa”.
‘We aren’t just a football team, but the face of a country at war’. A frase é de Serhii Palkin e encabeça uma reportagem de Rory Smith, no The Observer, na nova realidade do Shakhtar Donetsk, que construiu uma nova equipa desde a fuga dos talentos que se seguiu ao início da guerra com a Rússia.
Bosman: “Pour tout le monde, cet arrêt a été du bonheur. Sauf pour moi”, entrevista a Jean-Marc Bosman, conduzida por Vincent Duluc, no L’Équipe, a propósito dos 30 anos da decisão do Tribunal Europeu de Justiça que abriu caminho à livre circulação de jogadores.
Unable to adapt and goal shy: Gyökeres is a worry, análise de Hamzah Khalique-Loonat, no The Times, à fraca produção do avançado no Arsenal, identificando o problema, que é a baixa propensão da equipa para usar a jogada-tipo do atacante sueco, com exploração do espaço, e mostrando Haaland como benchmark.
Welcome to Neymar, the referendum: Does he deserve to be in Brazil’s World Cup plans? é a pergunta que deixa Jack Lang, no The Athletic.





