António Tadeia

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Último Passe

Recital na tasca

Na festa do bicampeonato, Pote carimbou Rui Borges como “campeão da tasca”. E foi na irmandade da tasca que o Sporting aliou a energia aos acertos que permitiram o recital que ontem deu ao Bodø Glimt.

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António Tadeia
mar 18, 2026
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Maxi Araújo acaba de fazer o quarto golo e de colocar o Sporting pela primeira vez à frente na eliminaria, já no primeiro minuto do prolongamento (Foto: Facebook Sporting CP)

Palavras: 1692. Tempo de leitura: 9 minutos (áudio no Telegram).

A reviravolta consumada ontem pelo Sporting, um 5-0 ao Bodø Glimt, após prolongamento, a dar a entrada nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, fundou-se em aspetos emocionais, táticos, estratégicos e físicos, que fecham uma espécie de círculo perfeito. Este manifestou-se, primeiro, em campo, nos cinco golos marcados, e depois na sala de imprensa, no bater no peito de Rui Borges, quando exigiu “respeito”, como que a lembrar que a tasca dele não é sítio para despautérios.

As diferenças entre o Sporting vulgar de Bodø e o Sporting épico de Alvalade foram demasiado gritantes para serem ignoradas e não podem ser resumidas a nenhum dos fundamentos desta reviravolta. Tática sem crença não resultaria, mas crença e vontade sem combustível também não, como falhariam o físico e a fome sem a definição dos caminhos certos. Foi graças à revolta, à confiança, à irmandade e à disponibilidade física de toda a equipa para manter a intensidade do princípio ao fim que o treinador pôde pôr em prática uma estratégia de risco total que se impunha e que, na verdade, aproximou a equipa do seu âmago de liberdade e arrojo. O círculo parece perfeito, sim, mas só se percebe onde começa e acaba quando se olha para o jogo com mais detalhe.

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