Os professores e a décima
Miguel Cardoso e Alexandre Santos têm em comum os mestrados em alto rendimento e o passado como adjuntos. Hoje disputam a honra de ganhar a décima prova continental de um português fora da Europa.
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De hoje não passa. Depois de Manuel José, voltará a haver um treinador português no trono do futebol africano de clubes. Às 20h (direto na Sport TV6), as FAR Rabat, equipa marroquina liderada por Alexandre Santos, recebem o Mamelodi Sundowns, formação da África do Sul que é comandada por Miguel Cardoso, em partida da segunda mão da decisão da Liga dos Campeões Africanos. Os sul-africanos têm um golo de vantagem mas, quer o mantenham ou o deixem anular, entre Cardoso ou Santos, um dos dois será responsável pela décima vitória de um treinador português na prova máxima de um continente que não a Europa, juntando o nome aos de Manuel José (quatro vezes campeão africano), Jorge Jesus, Abel Ferreira, Artur Jorge (todos ganhadores da Libertadores, Abel por duas vezes) e Leonardo Jardim (que venceu a Liga dos Campeões da Ásia). E, sendo verdade que os dois são vistos onde trabalham como muito diferentes, mais professoral e europeísta Cardoso, mais pragmático e africanista Santos, acaba por ser muito mais o que os une do que aquilo que os separa. A começar por uma formação de base universitária, pelo longo percurso como adjuntos de alguns dos melhores da geração que antecedeu a deles e pela chegada a África como uma espécie de oportunidade de recomeço que ambos aproveitaram.




