O terramoto do Jamor
A vitória do Torreense sobre o Sporting na final da Taça de Portugal mudou a vida do clube, é matéria de reflexão para Varandas e Borges, causa problemas ao Benfica e arrelia SC Braga e FC Famalicão.

Palavras: 2005. Tempo de leitura: 10 minutos (áudio no Telegram).
Aconteceu aquilo que poucos acreditavam ser possível: um Torreense solidário e organizado bateu um Sporting estranhamente desligado e displicente na final da Taça de Portugal. O 2-1 que fica na história, carimbado com o penalti de Stopira, já perto do final do prolongamento, encontra explicações no campo e antecipa ele mesmo muito do que vão ser as conversas dos dias que aí vêm, pelo menos até começar o Mundial. Portugal fica melhor ou pior em termos de ranking, com a troca do FC Famalicão pelo Torreense nas provas da UEFA e a ‘despromoção’ de Benfica e SC Braga? E o Torreense, como vai encarar a temporada, sobretudo se não subir de divisão: joga com o Amarante FC ao domingo e depois com o Milan à quinta-feira? Fará equipa para que realidade? E no Sporting, onde ficou mais uma vez exposta a volatilidade e a irracionalidade dos adeptos de futebol, que tanto endeusam como insultam, se restam poucas dúvidas de que Varandas seguirá as convicções que o levaram a renovar contrato com Rui Borges, no início do mês, terão presidente e treinador capacidade para aprender com aquilo que andaram a fazer mal nos últimos meses e que redundou num ano em branco em termos de conquistas?



