Na conta de Hjulmand
O regresso do capitão foi fundamental para dar a agressividade defensiva, o foco e o compromisso a um Sporting que não falhou e garantiu o acesso, para já, às pré-eliminatórias da Liga dos Campeões.

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Antes de marcar ele mesmo o 3-0, num improvável remate de pé esquerdo, já em período de compensações, a enterrar de vez um fantasma alimentado pelo empate ali cedido contra o CD Tondela, Hjulmand já tinha sido fundamental no último passo dado pelo Sporting rumo às pré-eliminatórias da Liga dos Campeões. A noite foi de celebração de Morita, que se despedia de Alvalade, mas foi o capitão, aparecido de surpresa no onze que recebia o Gil Vicente, depois da lesão contraída há três semanas no Dragão, quem deu o tom de agressividade defensiva a uns 45 minutos iniciais de pressão intensa e quem, mais do que isso, uniu a equipa num foco de concentração comum, que era o de não deitar outra vez tudo a perder, como tinha feito nos dois empates seguidos contra os dois despromovidos, cedidos sem ele em campo. Ontem, Hjulmand não participou nas jogadas dos dois primeiros golos, que deixaram tudo bem encaminhado, mas foi o primeiro a chegar para os celebrar com Quaresma e Suárez, que os marcaram – e tanto como o seu contributo em campo, visível na segurança da gestão do jogo com e sem bola, é esse efeito aglutinador que o Sporting terá de substituir se, no defeso, ficar mesmo sem o capitão, como parece indicar o aceno que ele fez para as câmaras quando se percebeu que o segundo lugar já não escapava aos Leões.




