Como te anulo
Um jogo com quatro golos não costuma ser um espetáculo de contramanobras, mas foi na capacidade de anular as principais armas do adversário que Benfica e SC Braga estiveram mais certos.

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José Mourinho e Carlos Vicens entraram no Benfica-SC Braga de ontem com conhecimento pleno das situações de jogo em que o adversário mais mal podia fazer às suas equipas. E não estiveram com meias medidas: desenharam estratégias capazes de anular esses detalhes. Até se ver apertado pelo tempo e pelos golos do Sporting em Vila do Conde, a deixar-lhe a vaga na Champions em risco, nunca o Benfica foi no engodo da circulação baixa do SC Braga, só lhe soltando a pressão em gatilhos muito específicos. E, mais agressivo sem bola do que o rival na primeira parte, o SC Braga nunca apostou no prolongamento das posses que lhe permitissem subir a equipa, por receio de ser apanhado desprevenido em transições com campo aberto atrás. O jogo tinha tudo para ser fechado, mas acabou por dar-nos quatro golos, um empate que serviu ao SC Braga para carimbar a quarta posição, mantendo cinco pontos de avanço do FC Famalicão, mas que deixa o Benfica outra vez no terceiro lugar que foi ocupando durante quase toda a época, a depender não só do que vier a fazer no Estoril, no sábado, como de uma eventual escorregadela do Sporting na receção ao Gil Vicente com que os Leões fecham a Liga.




