António Tadeia

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Análises

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O Benfica-Sporting foi um jogo intenso mas pobre do ponto de vista ofensivo. Decidiu-se em micro-detalhes de pressão, o ponto de partida na estratégia de Mourinho e Borges. E em erros individuais.

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António Tadeia
dez 06, 2025
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Ríos, com Morita e Pavlidis e Hjulmand na expectativa: o dérbi foi um jogo de duelos, sempre muito amarrado (Foto: Facebook Liga Portugal)

Palavras: 2682. Tempo de leitura: 16 minutos (Texto sem áudio no Telegram). Quadros táticos: 6.

É fácil dizer que houve dois dérbis dentro do dérbi, o Benfica-Sporting que ontem acabou empatado a uma bola. Houve um primeiro, que durou até ao golo do Benfica, aos 27’, e que, antes, tinha tido o golo do Sporting, aos 12’. Nesse dérbi mandaram os Leões, que nos 15 minutos iniciais tinham 95 por cento da posse no último terço e à meia-hora ainda estavam nos 74 por cento. E houve um segundo dérbi, que começou no golo que os encarnados marcaram no primeiro remate enquadrado que fizeram e foi até ao fim – ou, para ser mais rigoroso, até à expulsão de Prestianni, aos 89’. Neste segundo dérbi, só o Benfica conseguiu atacar, ainda que raramente o tenha feito bem, razão pela qual o resultado não mudou. O jogo foi muito marcado por estratégias de pressão, a mostrar que tanto José Mourinho como Rui Borges o encararam mais a partir do momento em que tentavam roubar a bola ao adversário do que da decisão acerca do que fazer com ela. E isso transformou-o num desafio intenso mas pobre do ponto de vista ofensivo, no qual o Benfica registou o seu recorde mínimo de posse de bola (42 por cento, ainda que até final tenha subido para 54 por cento no último terço) e o Sporting ficou aquém dos seus mínimos de ações na área adversária (só nove) e de remates (cinco, o último dos quais aos 26’). Mais complexo já será explicar por que é que o jogo mudou de forma tão radical. Foi o golo do Benfica a afetar a confiança da equipa do Sporting? Um pouco, talvez. Mas foi sobretudo a correção feita em andamento da pressão da equipa de Mourinho, que até aí se deixava sempre enganar com as movimentações de Morita à largura, libertando Hjulmand no meio, e a dada altura – creio que aos 19’ e aos 20’, mas aqui só posso especular... – corrigiu os posicionamentos em pressão de Aursnes e Ríos e passou a mandar no campo.

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