António Tadeia

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Último Passe

A metade que falta

Portugal sofreu para furar a organização defensiva da Irlanda, mas acabou por fazer o golo. Contra a Hungria, os problemas que se colocaram foram no processo defensivo. E são mais graves.

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António Tadeia
out 15, 2025
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Bernardo Silva fez os 180 minutos contra a Rep. Irlanda e a Hungria (Foto: Diogo Pinto/FPF)

Palavras: 1358. Tempo de leitura: 8 minutos (áudio no Telegram).

Dezassete remates. Foram 17 os remates que a Hungria fez à baliza portuguesa no jogo de ontem, no qual o empate (2-2) acabou por privar a seleção nacional de celebrar desde já a qualificação para a fase final do Mundial. Saí do estádio com a ideia de ir ver o quão raro isto era numa equipa que está entre as melhores do Mundo e qual não foi o meu espanto quando me apercebi de que não era coisa assim tão inaudita. Ainda em Março, em Copenhaga, contra a Dinamarca, Portugal permitira 23 remates ao adversário. E, nos últimos dez jogos, levou pelo menos dez remates por seis vezes, tantas quantas as que viu os adversários criar um índice de golos esperados (xG) superior a um. Tendo em conta a forma como a Espanha ou até a Inglaterra resolveram essa questão, eis um problema de cuja resolução depende na verdade a força da candidatura da seleção nacional a fazer umas flores na América no ano que vem.

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